
(a_pouco_completado
(à_quem_me_faz_sentir_bem
(à_quem_me_deixa_sem
(nada_pensar_
(amiga_amor_luiza)
somos nomes, corpos
folhas que cortam
sopros que invadem janelas
dias que passam nublados
somos verbo
eu sou a insígnia
de alguma existência
que sente compreender
por não ter sido compreendido
sou o afago que se revela
sou o contato que não sustenta
você, agora, é minha poesia
e eu seu ameno pra sempre
que a propósito, ainda não existe
mas que já se acaba
sendo sempre, e assim...
seria simples e trôpego
meus vícios e teus gestos
ficaria eternamente findo
teus acordes e meus versos
como num pra sempre recomeçar
meu caminho e teus passos
seria simples
incógnitas que revelam meus segredos
eu sou a infância que esconde o preparo dos erros
no entanto, agora
somos mais que verbos
somos solo, somos fértil
viramos enigma de nós mesmos
somos essência
porque pra sempre
seria sempre assim
um dia escuro
num profundo silêncio
desse grande vazio
dentro de mim