e músculos de toques ríspidos
desvencilham-me uma imensidão contida
em movimentos de gostos cítricos
a poesia começa onde terminam gemidos
palavras sussuram tão doces
que aos poucos me invadem os ouvidos
de tais braços firmes, mais fortes que os meus
e de ossos tais como os meus
e o corpo que intrépido, responde ao meu
iguala ao meu, completa o meu
e mesmo sem achar o tom
amamos-nos como quem não se ama
pois como já disse Breton:
a poesia, como o amor, se faz na cama