Mostrando postagens com marcador soneto. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador soneto. Mostrar todas as postagens

18 agosto 2007

Soneto_de_uma_lástima


Anseio por respostas inexistentes
Caminho por sertões inexplorados
Sereno sentimentos explosivos
Acordo conclusões precipitadas

Momento almejantes dúvidas
Afago momentâneas culpas
Almejo duvidosas lástimas
Recebo as somas normalizadas

Diria se soubesse o que quero
Seria, assim o que eu mal espero
Sem alcançar o avesso de tal esmero

Assim ao menos dúvidas me restam
No qual digo-lhes: ânsias, serenas
Almejadas e caminhadas, que me esperam

03 agosto 2007

soneto_do_encaixe_dos_versos_sem_lados


Do retorno que me remonta a lembranças
Essas cruas palavras que vejo ser e conheço
As divinas comédias vividas e amarguradas
Os finais prematuros e meus novos começos

Parei sem saber o que seria realmente melhor
E me julguei sem dizer, se não fosse seria pior
É que o que me induz eu ainda não sei
No momento em que vi, careci e parei...

Quando o que eu não quero dizer me toma a vontade
E quando a vontade de dizer me devolve essas tortas anedotas
É que minhas palavras nascem e vão sem nenhuma impulsão

A balada ou soneto querido, me saem como não quero
Enfadonhos e tão tediosos se tornam meus versos
E quando até espaço já me falta... Eu paro.

soneto_do_eu_de_mim


É no meio da minha procura que eu me acho
As várias visões dos versos e lados do mesmo
Tantos, poucos, de mim... vós, ou nenhum
São lentos e distantes quando me invadem de medo

Minha existência se explica por formas distantes
Meus sustentamentos desfragmentalizam vagos instantes
E os que me fazem notório, são em forma de espaço
Curam-me, por si explicam-se e se formam pra que eu seja ainda mais aleatório

Considerações infames, lentidões moralmente aplicadas
Minhas concomitâncias me invadem e confrontam com a de muitos
Metáforas vividas pra que tudo não se torne ainda mais banal

Minha vida se invade de outras considerações
A minha existência se explica em minhas aspirações
E o que antes em minha era sonho... hoje tem mais explicações

15 junho 2007

soneto_aos_desenhos_da_rute

Pretensiosos arranjos desprendidos e enérgicos
Contaminam os olhos de uma magia de tão doce e pura alegria
Infantilizadas nas mãos de quem já passou da infância
E muito absortas de um universo solto e de muita magia

Os olhos se prendem em constantes movimentos analíticos
Envolvem num conciso e um paradoxo infinito
Os dogmas de coisas findas que terminam e não se acabam
Em pontos isolados, todos juntos, indecisos

Formas de leves à agudas precisões
Terminam e começam onde não e nunca repõe
E ficam eternas, por entre feitas e não existentes incisões

Eólicas e tempestuosas contraposições
Contadas do que vistas e imaginadas virando invenções
E desvalecem-se, gravando-as e ressurgindo, são tão leves invenções...

15 abril 2007

sonteto_do_almejo_e_da_cura

Desejo que transpassa a loucura
Como um toque ainda não surgido
Uma palavra até então não dita
A revolta em cena aparecida

Da espera que não se consuma
Ao que não me influi, nada mal
Faz-me ser o que não tinha sido
Depois retornando, como em carnaval

Tendo a primavera ainda não chegada
Todo meu desejo, e toda minha cura
Propiciando a cria da minha loucura

Do desejo à minha espera
E de todo vento frio
Dessa nobre e almejada primavera