04 janeiro 2009

[rastro][#2]










simples de rimar

valor disforme, coisa boa de notar
cabou rastando sem beira
sentou, danou me falar
levou de mim palavras boas
me trouxe o que é bom de escutar
e me conta contar dele
e ser eu mais simples de falar
mas ele é filme antigo
quando roda, faz a tela tremular
rapaz que cabe no tanto de homem que lhe escapa
homem dentro do esboço do rapaz que não disfarça
rastado vem sorrindo, me convém, já que o filme vai começar...

01 janeiro 2009

[rastro][#1]









23 dezembro 2008


_em_breve_
_pra_2009

11 dezembro 2008



[o poetinha pede licença
[e sai de cena, por enquanto
[mas ano que vem ele volta
[abusando de nenhum encanto
[aguçando alusões de dispensa
[esperando algum quadro de espanto
[resentando-se-lhe-me-vos...
[tchau]

06 dezembro 2008

fragmento_II_[sensitivismo_inconstante]



[minha peculiaridade acena_
[e a sua indubitabilidade eu feri_
[essa subversividade que não gradua e ostenta_
[e dessa minha inconstância eu sorri_]

30 novembro 2008

my_part



quick melodies, my desire is the start
new horizons, best friends, i can come in their hearts
all i could be and learn playing my part
but i was made out of many things
and i'm made out of more things

but i change darkness to become light
and i shift my dreams into time
when i sing i feel all life

i can trust in skylines, light
i'd like to be with my best friends, hearts
i'm made out of more "anything", life
but i'm playing my part
my part...
my part...

[lu_mariz
[philippe_albuquerque
[e lu_mariz de novo
[amo_ela]

20 novembro 2008

[coisas_de_boceta_|_de_maria_e_calibreta]

cuida de sua boceta, maria
que de serelépe tanto quase dança no vento
cuida pra que seja ela mais sua
cuida com encanto, num invento e no entanto
nem que seja isso só em pensamento
cuida da presteza do intervalo das nobrezas
e firma um só intento na diversa controvérsia
deixa amar um pouco sai do limbo das tristezas
e conta o conto afinco, com esmero em amnésia
olha o vento torto, que leva sua buceta
cuida dela, amena, coisa intrínseca e serena
leva a dança híbrida e congela a calibreta
cuida dela que dança, serelépe em torpe cena

16 novembro 2008

[e_que_nem_sei...]

Entre as tantas que são vazias
E as poucas que são distantes
Guardo algumas crises não vividas
E mistérios sem consoantes
Fui quase criando um jeito novo
Uma idéia nada genial
Falo de mim como falo de pouco
E do pouco que o mim tem de animal

Que gasta tantas palavras e diz um ponto
Que cobre uma linha inteira e conta um conto
O mim que vive esperando coisas inexistentes
Abrumando nas coisas o que há de contente
Eu que nunca ganhei um poema
Que espero por alguém que me ensine a chorar
Que vou criando estórias e reservando conceitos
Que escrevo tanto sobre o amor
Sem nem saber direito o que é amar

[poema batizado por alice
[menina que cabe dentro do vidro de mulher]

09 novembro 2008

[batucar]



[e é um tanto bom fazer barulhos
[e juntar com quem a gente gosta
[e fazer barulhos é bastante bom também
[e divertido
[pelo menos fazê-lo me fez bem
[espero que ouvi-lo também te faça]

08 novembro 2008

[suspiro:_breve_início_findo]

acabar-se num drama
pode ser coisa pouca que se ache riso
ferir-se no tempo que lança
pode fazer do tudo um grande tudo findo
apronto em repartir-me
no meio das coisas mais lindas do mundo
onde o mundo todo é forte
o drama todo é pouco
e o imenso tudo é findo

02 novembro 2008

[no olhar do moço andante]

Coisas de menino moço
Num humor de bom agrado
Centauro mitológico nos contos absortos
Mineiro em jeito torto,
Pequeno e tão gelado
Olha o moço alegre passear nas gotas de chá
E veja se ele pode lhe contar as estórias do mundo de alguém
Ou se apenas lhe conte estória de seu mundo
Homem de horas imprevistas
Cabível em tantas entrevistas
É um livro que não passa batido
Razão que as imagens comprovam um destino
Ele é efeito
Surtido no meio de tantas outras coisas bonitas
Mero ancião do leito de uma história viva?
Achado eleito tão bonito em curvas retilíneas...
Centauro é retícula
Coisa de muita importância
Como uma nuvem completando o céu de tempestade
Ou listras na camisa sua de muitas andanças
René é som findo
Que encanta enquanto toca fino
E que basta uma vez ouvi-lo
Pra saber que nele, lá dentro, em meio a som tão denso
Há sempre um menino


[esse foi de presente pra René Lommez][parabéns queridão]

[alegria]


alegria
é coisa bonita de se ver nos olhos dela
é colorido das crianças que dançam
é o brilho nos olhos do moço contente
alegria
fora ou dentro de si
é coisa ainda que delicada
forte e também bonita
alegria...

07 outubro 2008

[rastar]


cabei de cabar do nada que me resta pra dizer
esqueço ou não esqueço o dever que tenho que fazer?
o dia passou tão rápido que o tempo não muito durou
o rastro se arrasta pelo sonho daquele que nunca amou
quem nunca amou tem sonho arrastado do rastro
e o tempo que não dura fez o meu dia passar rápido
esquecer o dever é fazer ele não se esquecer de você
e agora cabei de cabar do resto que me resta dizer
rastando o que já é rastado [...]

23 setembro 2008

[simplesmente_a_maria]

maria é minha personagem preferida
Ela é tão preta, É tão linda, É tão viva
E está lá no morro, na vitrine, ou na forma escolhida
maria se forma e reforma, morre nasce, vira diva
Ela é ponto, é a pausa, coisa crua do pensamento
maria que esforça, se controla, sorri junto do soluçamento
maria é um doce que derrete na língua, condimento
maria que nasce na beira do esboço
maria que nasce sem nenhum esforço
E que vira meu fruto de contentamento